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 Fundador CIANSP

MOSENHOR DOMINGOS EVANGELISTA PINHEIRO

FUNDADOR DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS AUXILIARES DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE

“ Em todos os tempo surgem, na história da Igreja, homens e mulheres impelidos por uma carisma especial do Espírito, que arrebatam seguidores para um reviver do Evangelho e para uma comunhão de vida, que faz da convivência fraterna o anúncio principal no Reino.”
(P.C. 1227)

Monsenhor Domingos Evangelista Pinheiro foi um desses homens, de grande sabedoria, iluminado pelo Espírito, que fundou a Congregação das Irmãs Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade, em 1892.
Foi uma figura simples, mais impregnada de misteriosa beleza.
Nasceu a 21 de julho de 1842, na histórica cidade de Caeté, Minas Geais, Brasil.
Era filho do Capitão Evangelista Pinheiro e de Dona Isabel Florentina da Mata e Silva.


Foi um homem presente na vida de seu povo: dos senhores de terra dos senhores sem terra; na vida dos Políticos e na vida do homem sem vez. Conheceu de perto a escravidão. Seguiu atentamente a vida dos homens para restituir ao negro sua dignidade humana. Estava presente na sucessão de leis, que libertariam os escravos.
Percebeu os grandes problemas sociais que surgiram nessa época: o desamparo do velho negro saxagenário e da criança nascida de pais escravos.
Viveu os tempos de transição entre o Império e a república, quando as idéias positivista acendiam o fogo do ateísmo na coração brasileira, banido das escolas e ensino religioso.


Como homem do tempo, percebeu a situação difícil da mulher, à margem da vida social e política, sem condições de terna-se adulta, para construir sua própria história.
Eram poucas as moças que tinham “ chance” de fazer seus estudos nos poucos colégios existentes.


Mosenhor Domingos fez seus primeiros estudos em Caeté, sua terra natal.
Chamado por Deus à Vida Sacerdotal, fez seus estudos no Seminário de Mariana, Minas Gerais, e se ordenou Sacerdote em 17 de janeiro de 1869.
Inicialmente exerceu a função de Vigário em Raposos.
Em 1872, assumiu a Paróquia de Caeté, sua terra natal, próxima à Serra da Piedade.
Foi um verdadeiro profeta de Deus, que pregava com zelo missionário, a pobres e ricos, homens de letra ou roceiros da redondezas de  Caeté.
De porte elegante e de contagiante simpatia, empolgava multidões com palavras nascidas de um coração inteiramente entregue a Deus, num abandono absoluto.
O testemunho de sua vida no acolhimento às pessoas, sua caridade dinâmica é que falavam mais alto aos que dele se aproximavam.
Era hospitaleiro, humilde, modesto, desprendido, reto, dinâmico, disponível, pronto a se sacrificar par promover o próximo.


Encarnou o evangelho. Sua vida a suas ações foram testemunho vivo da palavra de Cristo. Doou-se inteiramente a Deus e aos irmãos.
Devoto ardentíssimo do Coração de Jesus, de Nossa Senhora da Piedade e de São José, cultivou as virtudes teológicas, por uma vida intensa de oração – contemplação e ação.


Era um pobre de Deus ! nada possuía a não se uma inquebrantável confiança na Providência Divina. Foi a herança que deixou a nós, suas filhas: a confiança na bondade de Deus!


A personalidade deste santo homem foi marcada por dois traços: abandono em Deus e afável acolhimento às pessoas. Todos se assentavam à sua mesa; todos partilhavam do calos de sua amizade – velhos amigos e desconhecido, grandes e pequenos. Foi um enamorado da Vigem da Piedade, de quem cantou e fez cantar os louvores. Tinha convicção de que Jesus Cristo, na Eucaristia, é o pão que alimenta e o médico que cura nossas enfermidade e, não prêmio para as nossas virtudes, por isso incentivou a comunhão freqüente.


Ouvindo o chamado do Senhor sua resposta foi sempre de amor, de zelo e de serviço, na sua terra natal, pregando também missões nos arredores e terras distantes.
Envolveu as forças vivas da região, no empenho de criar o Asilo para meninas.
Esta sua atitude era fruto do seu acolhimento à Palavras de Deus e de sua experiência de convívio com as necessidades do povo de seu tempo.
Em 06 de março de 1924, apagou-se a chama desta grande vida para se acender no céu, com maior fulgor.


Monsenhor Domingos foi um grande homem que viveu vida simples. Grande, porque teve um ideal e soube empenhar-se por ele; grande, porque teve um coração agradecido e soube doá-lo inteiramente aos irmãos; grande, porque soube abrir os braços para acolher os homens.


Monsenhor Domingos Pinheiro, do céu onde te encontras, junto de Deus e de Maria, ajuda-nos a viver de verdadeira auxiliar de Nossa senhora da Piedade, na caminhada da História, sempre atentas aos sinais dos tempos, para fazer a vontade do Pai como o fez Maria, que é nosso modelo, sob cujas bênção e proteção fundaste a congregação.

 

 

 

 


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